sombras e mondo cult online

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Ainda não postei sobre minha série “sombras” aqui, mas quem me acompanha pelo Instagram e Facebook já conhece e sabe que expus no Mondo Estronho em Curitiba há três meses. São 20 desenhos, sendo dois abstratos que contaram com a participação ilustre do Petter Baiestorf , inspirados em filmes de terror das décadas de 20, 30, 40 e 50. Foi um sonho realizado poder desenhar e expor alguns dos personagens de filmes que sou fã.
Nessa série trabalhei com carvão pela primeira vez, então ela também tem esse valor de experimentação e descoberta para mim.

Os desenhos estão disponíveis para venda – originais e prints.
Alguns desenhos originais já foram vendidos, mas os que restam podem ser comprados através da Mondo Cult (no site ou na loja física em Porto Alegre).
Pra quem ainda não conhece, a Mondo Cult é a loja que o cineasta Petter Baiestorf abriu junto com seu sócio Coffin Souza em Porto Alegre e nela você encontra produtos únicos relacionados ao universo de horror, ficção científica, cinema independente, música underground, arte e artigos raros. Leia mais sobre a loja aqui: Mondo Cult – a loja, novo point em Porto Alegre
mondo cult prints
Uns dias atrás foi lançada a seção de prints na loja virtual e é lá que você pode comprar com preços especiais e frete baratinho as impressões das minhas últimas séries de horror. Dá uma olhada: http://www.lojamondocult.com.br/pagina/38f6c/prints

sombras, 2015

Bride of Frankenstein, 1935

Bride of Frankenstein, 1935 – Original Vendido

Cat People, 1942

Cat People, 1942

Desespero I

Desespero I

Desespero II

Desespero II

Das Cabinet des Dr. Caligari, 1920

Das Cabinet des Dr. Caligari, 1920 – Original Vendido

Dracula, 1958

Dracula, 1958

Frankenstein, 1931

Frankenstein, 1931

London After Midnight, 1927

London After Midnight, 1927

Mas Love, 1935

Mad Love, 1935

Plan 9 from outer space / Vampira, 1959

Plan 9 from outer space / Vampira, 1959

The Raven, 1935

The Raven, 1935

The Tingler, 1959

The Tingler, 1959 – Original Vendido

Das Cabinet des Dr. Caligari / Jane Olsen, 1920

Das Cabinet des Dr. Caligari / Jane Olsen, 1920

The Mummy, 1932

The Mummy, 1932

The Phantom of the Opera, 1925

The Phantom of the Opera, 1925

The Invisible Man, 1933

The Invisible Man, 1933

Der Golem, 1920 - Vendido

Der Golem, 1920 – Original Vendido

Creature from the Black Lagoon, 1954 - Original Vendido

Creature from the Black Lagoon, 1954 – Original Vendido

Também fazem parte da série o “Nosferatu” e “Dr Jekyll and Mr Hyde”  – esses desenhos estão emoldurados e  não consegui digitalizá-los ou tirar fotos bacanas para publicar. Assim que conseguir imagens decentes divulgarei.
Mas os dois podem ser vistos em meio aos outros quadros aqui nessa foto que foi tirada no final da exposição enquanto recolhíamos as obras.

Eu ainda estou devendo uma postagem sobre o Mondo Estronho, não consegui fazer ainda, mas vou fazer um flashback com várias fotos de como foi a criação de “Sombras”,  nossa viagem até Curitiba, a exposição, as pessoas que encontramos e nossas andanças/indicações por lá.
Até depois! ❤

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good people, good times: zombio 2 no cine bancários

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Segunda, 21 de setembro, rolou Zombio 2 na telona do Cine Bancários em Porto Alegre para comemorar o lançamento em DVD.
Foi um dia chuvoso, mas foi maravilhoso ver tanta gente presente apreciando o filme e as surpresas que rolaram durante a exibição.
Fiz um resumo da noite usando algumas fotografias que foram tiradas pelo Magnum Borini, pelo Petter e por mim e espero que dê pra ter uma ideia de como tudo foi festivo e especial.

neon é <3

neon é ❤

Adorei relembrar das filmagens fazendo uma maquiagem rápida de zumbi raivoso na linda da Manuela Birck e revendo os zumbis podres montados pelo Coffin Souza passeando pelos corredores e, principalmente, amei ver o brilho nos olhos do Petter Baiestorf por todo mundo estar se divertindo ao máximo. A noite foi calorosa, única, animada. Como prometido, voltamos a ser crianças!

zumbis podres e raivosos em frente ai cinebancários antes de começar a exibição.

zumbis podres (jonas, coffin souza e gelado) e a zumboa raivosa (manuela birck) em frente ao cine bancários antes de começar a exibição.

zumbis podres (coffin souza, Jonas e gelado) com a enfermeira da canibal filmes que estava à disposição caso alguém passasse mal na sessão.

zumbis podres (coffin souza, Jonas e gelado) com a enfermeira da canibal filmes (charise emerim) que estava à disposição caso alguém passasse mal na sessão.

claro que os zumbis saíram às ruas para assustrar(?) e abordar as pessoas que corriam, tiravam fotos, gargalhavam.

claro que os zumbis saíram às ruas para assustar(?) e abordar as pessoas que corriam, tiravam fotos, gargalhavam ❤

zumbis dançando thriler com caçadora cangaceira sexy (daniela távora)

zumbis dançando thriller com caçadora cangaceira sexy (daniela távora)

a banquinha-maravilha da mondo cult também estava lá com alguns filmes independentes, camisas, posters, bottons etc

a banquinha-maravilha da mondo cult também estava lá com alguns filmes independentes, camisas, posters, bottons etc

banquinha-maravilha

gente bonita à espera da sessão.

gente bonita à espera da sessão.

nem seu peti escapou da fúria zumbi!

zombio 2 <3

zombio 2 ❤

apresentando a sessão e a enfermeira e caçadora para o caso de qualquer urgência

apresentando a sessão e a enfermeira e caçadora para o caso de qualquer urgência

zumbis podres atrapalharam e assustaram durante a exibição :O

zumbis podres atrapalharam e assustaram durante a exibição :O

e algo inesperado acontece: o villaverde passa mal no meio do filme e precisou ser socorrido pela enfermeira que foi muito eficiente o ajudando enquanto ele gritava que seu coração nao aguentava tanta violência e que tudo era culpa do pt! hahahahahaha certamente, um dos momentos inesquecíveis da noite!

e algo inesperado acontece: o villaverde passa mal no meio do filme e precisou ser socorrido pela enfermeira que foi muito eficiente o ajudando enquanto ele gritava que seu coração nao aguentava tanta violência e que tudo era culpa do pt! hahahahahaha certamente, um dos momentos inesquecíveis da noite!

"meu coração não aguenta! é muita violência! tô passando mal, ai!"

“meu coração não aguenta! é muita violência! tô passando mal, ai!”

que bom que tínhamos uma enfermeira por lá!

que bom que tínhamos uma enfermeira por lá!

e, como se não bastasse a violência lá dentro da tela, o coitado ainda é atacado por zumbis fora dela. "Ai, meu coraçãozinho!"

e, como se não bastasse a violência lá dentro da tela, o coitado ainda é atacado por zumbis fora dela. “Ai, meu coraçãozinho!”

os zumbis de zombio existem! e subiram no palco para bater um papo enriquecedor com a plateia. entre outras coisas interessantes, eles contaram que "gruóhuhuagsygftdfk huaaauahygydhbs, jkhuhduguygasudiua, gruóóóóóó...". Foi lindo!

os zumbis de zombio existem! e subiram no palco para bater um papo enriquecedor com a plateia. entre outras coisas interessantes, eles contaram que “gruóhuhuagsygftdfk huaaauahygydhbs, jkhuhduguygasudiua, gruóóóóóó…”.

depois, o bate papo foi animado e nos relembrou histórias pitorescas sobre as filmagens e criações do filme.

depois, o bate papo foi animado e nos relembrou histórias pitorescas sobre as filmagens e criações do filme.

algumas das pessoas bacanas que contribuíram para que a noite de exibição do zombio 2 fosse tão inesquecível quanto foi ❤

Por mais exibições divertidas, inesperadas, felizes e autênticas assim!

”julgar, quero julgar”

Como fica difícil atualizar o blog sempre que viajo. Um dos motivos é porque são nesses momentos que também tento me permitir descansar mais, deixar as coisas fluírem, não me cobrar tanto. Ninguém sabe como trabalho duro para criar as coisas que faço. Estou constantemente criando. E meu perfeccionismo não me deixa relaxar. Minha ansiedade idem. Então são nessas pequenas fugas que consigo me concentrar em outras coisas, me abrir pro novo, não criar tantas expectativas e perceber que não há nada de errado com isso, que é apenas renovador. E minhas costas também agradecem heheh
Mas ontem eu estava lendo uma historia legal e isso me fez acordar hoje pensando sobre o meu grande medo da exposição e julgamentos e sobre como somos julgadores fáceis de outros, da vida alheia e de atitudes. Precisava extrair. Pra isso criei esse blog. E que grande paradoxo, porque ele também é uma forma de me expor. Mas, who cares? É catártico e eu fico muito feliz quando alguém se identifica com o que escrevo e, assim como eu, acaba conseguindo exorcizar alguns demônios.

Julgamentos me incomodam desde criança. Desde pequena convivi com alguns parentes tão críticos que até mexer a cabeça de um jeito diferente era motivo para advertências ferrenhas. Urgh! Como odeio esse tipo de atitude com todas as minhas forças! E como me afastei dessas pessoas de uma forma que nem imaginava que conseguiria. Felizmente, meus pais sempre foram um refugio seguro e livre. E eu nasci com essa ânsia feroz por liberdade, por expandir, por deixar tudo apenas ser. É como tento agir com os outros.
Infelizmente é sempre mais fácil encontrar o oposto. Por isso eu acredito profundamente em ficar longe. No isolamento. Na solidão. Distante do julgamento e influência das pessoas. É na solidão que melhor praticamos o autoconhecimento. Acredito que só funciona assim.
Talvez por essas infelizes experiências de infância sinto um desconforto indescritível em me desnudar para aqueles que não são os que convivem comigo no meu pequeno circulo de intimidade e conforto. Me expor, conviver com outros é cortante e cansativo.
persona

Os julgamentos, claro, inevitavelmente aparecem. E é difícil lidar.
Cresci numa família de cinco pessoas e desde cedo aprendi a entender as diferentes personalidades, gostos, jeitos. Aprendi sobre diferenças. Aprendi que, embora educados da mesma forma, meus irmãos funcionavam de maneiras distintas, cada um tinha uma reação diferente para o mesmo estímulo. E que bom que meus pais tiveram a sabedoria para lidar e respeitar cada um à sua maneira.
E não, a diferença do outro não é um defeito. Mas muitas vezes a reconhecemos como tal. Geralmente, é mais forte a relutância em enxergar o que o outro tem de bom e mesmo o conhecendo e sabendo que ele tem inúmeras qualidades muitos tendem a apontar apenas os supostos defeitos e, pior, perpetuar isso, falar sobre isso, evidenciar, advertir, criticar. Sem contar quando tudo não passa de achismo, falácia, fofoca e quando tudo isso acaba ganhando uma roupagem maldosa de verdade absoluta. Bem, deve conferir certo poder ao julgador.
É uma fraude.

“Era uma vez uma garota que conviveu com outra garota. Um dia ela foi encontrar pessoas e descobriu que essa outra garota estava falando por aí que ela era uma patricinha mimada, cheia de frescura, enjoada, chata e neurótica. A garota ficou chocada, triste e começou a fazer suas autocriticas e a analisar a situação. Percebeu que a garota que falou as atrocidades era o seu oposto. Ela, a criticada, gostava de limpeza, das coisas organizadas ao seu modo, de uma alimentação diferenciada, de maquiagem, defendia o que gostava, se conhecia e não se deixava violar por outros ou pelas imposições da vida, enquanto a outra, a crítica, não se importava com nada disso, não gostava de maquiagem, tanto fazia limpar ou não, tanto fazia organizar ou não, tanto fazia o que comia, tanto fazia o que acontecesse e tanto fazia o que lhe apresentasse a vida. Descobriu então que ela, a crítica, apenas não sabia lidar com suas diferenças e as julgava como sendo grandes defeitos.” – a parábola da garota que “queria” e da garota que “tanto fazia” (autor desconhecido)

Julgar é uma fraude. É um tempo gasto que poderia ser melhor utilizado consigo mesmo. Olhar mais para dentro e menos para fora porque é o dentro que importa. O dentro é a verdade.
Julgamentos são cruéis. E a vida é cruel porque ela nos obriga à exposição constantemente e fica muito difícil escapar.
Apenas sugiro exames de consciência. Exercícios de respeito ao outro. Perceber a si mesmo como falho e ao outro como indivíduo.

Para mim, o isolamento continua sendo o único bálsamo, a única forma de manter minha mente sã e minha vida e criatividade intactas e honestas.

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Parece que Courbet tinha um amigo que se acordava à noite dizendo: ”julgar, quero julgar“. É incrível quanto as pessoas gostam de julgar. Julga-se em todo lugar, continuamente. Provavelmente, para a humanidade, é uma das coisas mais simples a fazer. Mas você sabe que o último homem, quando a última radiação houver reduzido o último adversário a cinzas, tomará uma mesa mal ajeitada, se sentará e começará o processo contra o responsável.” Foucault.

Mondo Cult – a loja, novo point em Porto Alegre

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Hey! Essa sexta (08 de maio) será um dia muito especial nas nossas vidas, na vida cultural de Porto Alegre e dos amantes das artes em geral, porque vai ser o dia da inauguração da loja Mondo Cult. Yayyy!!

A loja começou a ganhar vida no final do ano passado, depois que a Canibal Vídeo Locadora, que funcionava em Palmitos/SC, fechou as portas, e o Petter Baiestorf (Canibal Filmes, Canibuk) junto com o Cesar Coffin Souza (Canibal Filmes, She Demons Zine), resolveram começar algo novo, uma loja que, como o próprio nome sugere, tivesse o objetivo principal de trazer mais cultura ao mundo. Com isso em mente, os dois mudaram para Porto Alegre e começaram a agir para fazer tudo funcionar. Infelizmente, por motivos pessoais e profissionais, tive que ficar em Recife esse começo de ano, mas acompanhei todos os dias a luta e as dificuldades que passaram para tornar tudo realidade, da descoberta de infinitas burocracias que nem imaginávamos existir, ao esgotamento físico e emocional. Trabalharam arduamente dia após dia para fazer a loja acontecer e oferecer ao público o melhor. E as opções tornaram-se infinitas e maravilhosas, gente. Um capricho! Se você for à loja, vai encontrar tanto lançamentos como antiguidades raras, incluindo filmes em DVD e VHS, vinis, prints, posters, lobby cards, zines, revistas especializadas em filmes de horror, filmes independentes, quadrinhos, artigos decorativos e colecionáveis e mais.
Todo esse trajeto foi muito especial, muito cansativo e muito emocional, então não há palavras para definir o que nós, que acompanhamos de perto ou de longe, sentimos. Talvez uma alegria, infinita, genuína, mas ainda é pouco para descrever. Sexta-feira será um dia lindo, o começo de um sonho que tem muito à oferecer, sem dúvidas!

Apareçam lá na loja para apoiar e desejar muita sorte aos nossos dois canibais undergrounds preferidos, eles merecem.
Aqui eu deixo registrado meu amor e carinho imensos por vocês dois. Os amo e o que eu mais queria era estar aí. Mas estou radiante e ansiosa por saber que daqui uns dias estarei e iremos comemorar muito juntos, pelo o que foi e pelo o que será! Abrirei meu vinho agora mesmo e brindarei daqui ❤

Aqui vai um pouco dos “bastidores” e depois a loja prontinha esperando todos lá amanhã!

Vinis, livros, VHSs, revistas e outros materiais ainda encaixotados.

Caixas e mais caixas. A lot of work to do!

Na loja você encontrará algumas raridades como VHSs e fitas K7 raras. Imperdível!

Prints emoldurados antes de serem pendurados.

Lá também terá posters de filmes emoldurados.

Enchendo as prateleiras com revistas de cinema e livros novos e usados. Aguardem muitos lançamentos. A Mondo Cult já fez parcerias com algumas editoras e trará muitas novidades em breve.

Titio Coffin Souza, com sua gatinha fofa e um monte de trabalho pela frente!

A inauguração da Mondo Cult acontece nessa sexta-feira (8 de maio) às 13h. Pra quem ainda não sabe onde fica, é na Rua Riachuelo 1334, sala 106, Galeria São Marcos, em Porto Alegre. A loja funcionará de segunda à sexta das 9h30 às 19h e aos sábados das 9h30 às 13h.
A Mondo também aceitará pedidos pela internet. No momento, os pedidos podem ser feitos pelo email lojamondocult@gmail.com. Aguardem a loja virtual.
Passem lá e confiram muitos outros produtos que não deu para publicar aqui, porque não caberia tudo.

As novidades não pararão! Os canibais te esperam!

leyla buk lá em casa

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Eu AMO quando vocês me mandam fotos de suas galerias pessoais. Me deixa tão feliz ver meus trabalhos tratados com tanto carinho, pendurados na parede, cercados por bom gosto e criatividade. Por isso resolvi criar aqui uma nova categoria chamada “Leyla Buk lá em casa“, onde irei postar as imagens que vocês me enviarem. Pode ser um quadro, um print, um mini print em porta-retrato, segurando um desenho, enfim… qualquer arte Leyla Buk está valendo! É só enviar as fotos para o e-mail bukleyla@gmail.com, por inbox no facebook ou publicar no instagram com a hashtag #leylabuklaemcasa

Pra começar, selecionei algumas fotos de galerias maravilhosas que vocês já tinham enviado ou publicado tempinhos atrás por aí.
Vamos deixar essa categoria cheia de charme e estilo! ❤leyla buk lá em casaleyla buk lá em casa leyla buk lá em casa leyla buk lá em casa leyla buk lá em casa leyla buk lá em casa

universo instável.

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Uma das coisas que mais fiz ano passado foi desenhar. Explorei um pouco de nanquim, um pouco de aquarela, mas os desenhos à grafite dominaram o ano. Isso foi bom, porque me permitiu experimentar coisas que eu queria há tempos. Estou apaixonada por detalhes e texturas e é incrível como o resultado instável aparece como mágica e nada poderia me representar tão bem como isso.
Ando tão inspirada e apaixonada pelo simbolismo francês também, principalmente pelas pinturas de Eugène Carrière. A paleta monocromática, a forma como suas imagens parecem desvanecer, encobertas geralmente por um nevoeiro, a atmosfera gótica e sombria, vejo muita realidade e ao mesmo tempo muito sonho e fuga. E sonhos, fantasias e imaginação são o fruto da minha vida. Eugène é, certamente, minha maior inspiração no momento.

Selecionei alguns dos últimos desenhos e esboços que fiz esse ano. Pra hoje, escolhi apenas onze, mas postarei outros em breve, incluindo aqueles que fiz ano passado.

barbara steele 001 mystica 001

sketch mewsha 001

sketch invisible feelings 001

argentinian 001 fading in the garden

new muse 001 Olhos de escuridão tea sketch wednesday

Até depois :*

lá se foi uma semana.

Woman_Leaning_on_a_Table,_by_Eugene_Carriere

woman leaning on a table, pintura de Eugene Carriere.

Meu avô morreu sábado passado, dia 18, no dia do aniversário do meu pai. Foi um choque e foi duro. Fiz minhas reflexões malucas e sem respostas e estou voltando aos poucos. É uma experiência pela qual eu nunca tinha passado. Na verdade, passei por algo parecido, com minha avó há alguns anos, mas eu era muito nova e não tive maturidade para pensar sobre nada. Lembro que, na época, o que mais me atingiu foi ver meu pai chorando feito criança. Dessa vez, já crescida, passei por um misto de sentimentos, pensamentos, constatações, sensações, reações, situações: ver a tristeza gigante do meu pai diante da nossa impotência dolorosa, perceber a ironia de certas situações, se deparar com a morte e o adeus, a consciência sobre o tempo, encarar o inevitável, o peso assustador do para sempre, o sentido (e falta dele) da vida.
Lá se foi uma semana de ansiedade, crises, perguntas e pensamentos intensos. O mais louco é perceber que consegui chegar até aqui sem desistir, sem desabar tão forte como eu achava que ia. Me pergunto se encarei de fato a situação ou se escapei sem perceber. De qualquer forma, e mais importante, sinto que está passando e aos poucos estamos voltando à nossa rotina.
Meu pai está superando, naquela máxima infalível  “um dia de cada vez”. Minha mãe e irmãos, idem. Só não consegui voltar ao trampo ainda, porque a paz ainda não está aqui dentro, mas está chegando, acho.

O clima na casa da minha tia, no dia em que tudo aconteceu, não era horrível, de morte, como eu esperava, estavam reunidos, se apoiando, contando histórias, calmos e até rindo. Foi uma surpresa no começo, mas, de certa forma, isso ajudou todos a não ficarem tão mal, a passar por tudo com mais naturalidade também. A força de um foi fortalecendo o outro. Admiro quem consegue viver situações assim sem fugas e sem se acabar em pensamentos à ponto de quase pirar. Ver esse outro lado também me ajudou bastante.

Meu pai, que é extremamente sensível, encarou bem. Em meio ao desespero, conseguiu ser forte, sereno e, como sempre, pensar nos outros e no nosso bem estar, mesmo sentindo, certamente, a maior dor de todas (junto com minha tia, naturalmente). E eu só queria arrancar isso do seu peito. Em momentos assim, a gente só quer uma solução mágica, algum tipo de superpoder, acreditar nas mil teorias que ouvimos por aí, qualquer tipo de ideia que traga alguma tranquilidade real, sei lá. Mas nada adianta muito. Nada pode vencer o inevitável, o imutável. A sensação de impotência é horrível e esmagadora.
Uma certeza que sempre tive, e agora ainda mais forte, é que quero ser exatamente como o meu pai quando crescer. Me esforço para isso todos os dias. Ainda não conheci alguém tão gentil, sábio, amoroso e altruísta quanto ele. Peço só metade dessa sabedoria, bondade e serenidade.

Lá se foi uma semana, longa e dura, e, só por um momento, também longo, se eu puder controlar isso, não quero mais pensar sobre o tempo e suas crueldades. Quero apenas ficar aqui sentindo que, felizmente, a bagunça dentro de mim (e de todos, espero) está aos poucos desaparecendo.

fases

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Essa semana estava limpando uns quadros e foi tão legal rever com mais calma algumas das minhas primeiras pinturas, perceber tantas mudanças.


Lembro que quando comecei a pintar, por 2009, algo que me incomodava muito era esse meu lado mutante e inquieto. Eu achava que precisava ter um só estilo, encontrá-lo e me agarrar à ele, assim como a maioria dos artistas que eu conheço fazem/são.  Entrei muito em crise por não conseguir. Ou por achar que tinha conseguido e, de repente, tudo mudava de novo. Forcei muitas vezes ser do outro jeito, todas sem sucesso, mas à medida que o tempo foi passando, fui me conhecendo melhor e descobrindo que essa não era a forma que eu funcionava.
Preciso mudar, me reinventar a cada pouco e, sinceramente, não sei se isso vai parar algum dia.
Não há padrão para nenhuma das minhas fases. Elas podem durar dias ou meses, mas sei que sempre vão passar e aos poucos irá surgir algo novo.
Nessas horas, quando paro para refletir sobre isso, pensar e estudar Picasso me consola e me motiva. Eu realmente aprecio como ele mudou radicalmente seu estilo de pintar muitas e muitas vezes e como se sentia confortável sobre isso. Defendia, sobretudo,  a liberdade total do artista “ser”. Ouse, se quiser. Subverta-se, se quiser. Submeta-se, se quiser. E se não quiser também, tudo bem.
As mudanças, no meu caso, não são uma questão de escolha, elas são inevitáveis. É interno e não dar vazão a isso seria de uma hipocrisia e falsidade sem tamanho.
Já me preocupei muito, também, se as pessoas que acompanham e admiram meu trabalho pelo o que ele é hoje permanecerão por aqui amanhã. Será que conseguirão entender minhas mudanças? Continuarão acompanhando e seguindo, admirando? Felizmente, hoje esse tipo de questionamento não passa mais pela minha cabeça. Pelo menos não com esse tom de aflição. Agora é mais como uma curiosidade. Não tenho essas respostas ainda e talvez sejam todas negativas, who knows, mas parte da minha evolução, que se deu juntamente com todas essas descobertas e mudanças, é saber que o que mais preciso é dar vazão à minha verdade. Criar, exprimir o que vivo e o que sou em cada momento. Não há como deter ou como ser de outra forma e se há, não é real, então não me interessa. O resto não merece tanta força.
Obsessão só é obsessão porque transborda. Não conseguimos controlar, guardar, esconder. Precisamos extrair. E sou obsessiva. A lot!
E eu mudo muito e mudo tudo.
E cada fase é obsessão que precisa ser materializada de alguma forma.
E cada fase começa aqui dentro e vira pinceladas, traços, pontos, sombras e dura o que ela quiser e precisar.
E cada vez mais tenho essas obsessões espalhadas pela casa, pelas minhas paredes, pelas paredes de vocês, pela web, pelo mundo a fora.
E alguns sentimentos são apenas fortes demais para serem ignorados. Então vou ali pegar meu casaco com cheiro de Obsession e cigarros e sairei por aí pensando na vida. No que já gritei e no que espera para ser gritado.

e eu amo minhas primeiras garotas! ❤

and love you too! :*

amei o não convencional e ele me amou de volta.

I want to taste dark water and see crackling trees and wild winds”.  – Egon Schiele

Para mim, fazer amigos nunca foi uma tarefa fácil. Fui criada dentro de casa. Minha mãe não nos deixava sair. Não tive amigos além dos meus irmãos. O que, até hoje, me faz sentir que confortável mesmo é só o que me é familiar. Lembro da época do colégio, na metade dos anos 90, as garotas que eu via o tempo todo, tão novinhas e tão sabendo o que fazer para serem aceitas, cheias de desenvoltura e sempre ativas em grupos e atividades que para mim pareciam impossíveis, torturantes. Desde muito cedo percebi que eu não era como elas. Desde o meu primeiro dia de aula, criança, sem saber organizar bem os pensamentos e sentimentos, mas já com uma grande sensibilidade e poder de observação, eu percebi que algo me fazia ficar “de fora”. E eu sempre ficava. Minha irmã e irmão, pelo contrário, se saiam muito bem. Populares, extrovertidos, cheios de amigos e sempre encaixados nos considerados “melhores grupos”. Comecei a criar meu próprio mundo. O real não me aceitava bem. E eu não aceitei isso tão bem também. Eu desenhei, escapei, fantasiei. Mais tarde, lembro quantas vezes eu me isolava e, perdida em pensamentos, era surpreendida por uma professora que sempre passava por mim e dizia: “Leyla, quem pensa muito não casa…”, eu ria. Mas aquilo era a melhor coisa que eu podia fazer. Eu não adorava essa realidade, não odiava as pessoas, mas eu me saia melhor ficando sozinha. Então, levando em conta que ser como os outros não era meu talento e eu falhava todas as vezes, ficar comigo mesma era balsâmico. Em casa me sentia segura, aceita e livre. É assim até hoje. A diferença é que hoje eu não me cobro por nada e não acho que preciso me ajustar ou ser acolhida por alguém ou qualquer grupo. Tive uma fase diferente, onde tentei me adaptar de todas as formas possíveis. Foi meu momento mais destrutivo e instável. Noites intermináveis, popularidade, bebidas, relações doentias, lugares estranhos, corpos de uma noite. Eu deixei tudo me acontecer. Fui aceita e aceitei a todos. Uma sede de experimentar. E voltar para mim mesma, depois de tudo, era desesperador. Encarar a vida social de cara limpa, sem bebidas e outras coisas, também não era natural. Quando você passa anos isolado e vivendo numa outra realidade, tornar-se sociável não é simples, você é confuso, desajeitado, inocente. É apavorante. Parei de produzir qualquer coisa. Até esqueci que conseguia. Passei muito tempo sem desenhar absolutamente nada. Não tinha tempo nem calmaria suficiente para isso. Não sei como a maioria funciona, mas eu preciso de uma certa paz para trabalhar bem. É para meu cantinho solitário e tranquilo que preciso fugir para poder fazer algo verdadeiro e que funcione. Consigo criar em ambientes inóspitos, mas dificilmente conseguiria finalizar algo. Perco fácil a concentração se algo me deixa desconfortável ou me preocupa. Desde cedo aprendi a criar meu próprio mundo e a amar o que não era convencional, porque o convencional era mesquinho e demandava uma malícia que nunca aprendi a ter. Amei o não convencional e ele me amou de volta.
Vivi nos dois mundos. Eu odiei minha realidade porque eu queria conhecer e entender porquê a outra não me aceitava. Eu amei aquelas garotas que sabiam exatamente o que fazer. Elas me odiaram. Depois elas me amaram. E eu fui como elas, o que me permitiu perceber que eu não era como elas de fato e, melhor ainda, eu não queria ser. E eu amei e precisei daqueles garotos que não me amavam, mas me mostraram caminhos que eu queria conhecer. E eu fui por lugares tortos e cheios de beleza que foram pegando lascas de inocência em cada esquina. Parte disso uma vez virou poesia. Uma outra parte hoje é força criativa. E está muito bem assim.

wednesday

“Wednesday vai para a escola”.

Essa é uma escultura da Wednesday em porcelana fria que estou trabalhando no momento. Publico aqui assim que finalizar 🙂

coleção de horror e promoção.

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Hey, gente! Essa semana fiz um sketch da Wednesday Addams, e, como vocês amaram e compartilharam tanto, resolvi agradecer fazendo uma promoção: comprando um ou mais prints 20x30cm da coleção horror, você leva grátis um mini print 12x20cm (tamanho do sketch original que foi feito num moleskine) da Wednesday.

Horror collection prints
Cada print 20x30cm custa R$ 40,00 e o frete já está incluído. A promoção só é válida para pedidos feitos através do e-mail bukleyla@gmail.com e vai até o dia 30 de março.

Wednesday Forever (Compre um print 20x30cm e leve esse de brinde)

wednesday printTodas as artes abaixo fazem parte da coleção de horror. A série não tem fim. Aos poucos vou sempre incluindo alguma novidade, é só ficar de olho. Sou apaixonada por filmes clássicos de horror e essa é uma das minhas séries preferidas. Aproveite a promoção e comece/complete a sua!

Mortícia
morticia
DraculaDracula
Mr KarloffMr KarloffBrideBrideVampira

vampiraMr Price

Vincent PriceWitch

Witch

 

e, bem, nesse momento eu tenho várias séries em andamento e eu espero que a obsessão por cada uma não passe até que eu tenha finalizado todas elas. Às vezes funciono de forma estranha. Depois explico. Vou organizar tudo e aí posto sobre isso.

Até depois ❤
Buk